Era uma vez um reino encantado muito distante, flores, plantas e animais conviviam alegremente ao som dos rouxinóis em belos dias ensolarados. Em uma tarde de sol, a rainha e o rei passeavam pelos jardins do reino, quando o peixinho do lago ouviu a rainha queixar-se para o rei, lamentando a ausência de filhos. De repente, o peixinho surgiu na superfície do lago e disse para a rainha:
- Teu desejo será realizado, e logo terás uma filha!
O que o peixinho previra cedo aconteceu, e a rainha teve uma menina linda, com rosto angelical, cabelos claros e olhos castanhos como o mel, alegrando a vida do rei e da rainha. Então, o rei planejou uma grande festa para celebrar o nascimento da menina. Seu nome era Janis Joplin e todos no reino a adoravam. Para a festa, o rei providenciou boa comida e bebida e a melhor orquestra para celebrar o nascimento de Janis.
Compareceram parentes, vizinhos e amigos, inclusive as fadas do reino que pretendiam presentear a princesa Janis com suas melhores dádivas. Eram treze ao todo: uma concedeu-lhe virtude, outra beleza, outra saúde e outra riqueza, e assim por diante, até que a princesinha tinha tudo que havia de melhor no mundo. Mas quando a décima primeira fada havia concedido a sua dádiva, a décima segunda fada não quis conceder nenhuma dádiva, pois estava furiosa com o rei, devido ao fato dela não ter sido convidada para cantar na festa. A décima segunda fada se chamava Björk e era vocalista de uma banda de rock bastante ativa na região. Mas o rei julgou mais sensato contratar a orquestra do reino para a festa, e assim, ignorou a banda da fada Bjork. Furiosa, ela lançou sobre a princesa uma maldição: no seu décimo quinto aniversário, a princesa, irá ferir-se na agulha de uma vitrola ouvindo um extenso solo de rock progressivo, e então, cairá morta.
Então, a última fada, que ainda não havia concedido sua dádiva, pisou a frente, declarando que tal maldição deveria realizar-se, e que ela poderia suavizar tal sentença, a princesa Janis Joplin não morreria, apenas dormiria até o dia em que um príncipe lhe compusesse uma canção.
Porém, o rei esperava salvar sua amada filha da maldição, e ordenou que no reino jamais fosse executado um solo de guitarra se quer, nenhuma banda de rock ali poderia apresentar-se e nenhum disco de rock poderia ser comercializado ou reproduzido nas vitrolas da redondeza.
Com o passar do tempo, no reino só se ouvia música clássica e a princesa Janis parecia então, estar protegida da maldição. Ela cresceu com forte influência da melhor música erudita, sendo Mozart seu artista preferido. Mas aconteceu de, bem no dia de seu aniversário de quinze anos, uma camponesa que passava pelo castelo avistou a princesa sentada ao jardim real e se aproximou convidando Janis Joplin para passear. E neste passeio, a camponesa confessara que possuía guardado em um porão, o melhor disco do Pink Floyd, o Dark Side of the Moon uma banda de rock de terras distantes dali. Curiosa, a princesa Janis acompanhou a camponesa até a casa dela, e logo quis entrar pela estreita porta do porão e desbravar aquele pequeno espaço escuro em busca do disco de rock.
Ao alcançar o interruptor de luz, Janis aproximou-se da vitrola que reproduzia o disco do Pink Floyd e logo perguntou:
- Que tipo de som é este?
- É rock progressivo. - respondeu a camponesa. Um álbum raro do grupo Pink Floyd.
- Como é bonito o solo destas guitarras, disse Janis, ao se aproximar da vitrola. Quando ela quis aumentar o som, distraída, encostou o dedo na agulha da vitrola e foi dar sem vida no chão.
Neste momento, a princesa Janis, como que num encanto, apareceu caída na sala do seu castelo e a camponesa havia desaparecido misteriosamente. Desesperados, os pais da princesa ao deparar-se com ela caída ao chão, logo tentaram reanimá-la em vão. Em segundos, todos no castelo caíram uma a um, em um sono profundo. Tudo permaneceu onde estava. Empregados caíram no chão da cozinha, os cavalos adormeceram nos estábulos, até o fogo na lareira deixou de queimar. E assim tudo se aquietou profundamente.
Com o passar dos anos, espalhou-se pelo reino, o boato de que o castelo estaria enfeitiçado e que lá dentro, dormia uma bela princesa e toda a sua corte. Quem se aproximava do castelo, ouvia boatos sobre a maldição, e tentavam quebrar o encanto das mais diversas maneiras. Príncipes instrumentistas de todo o reino chegavam com seus instrumentos empunho, executando as mais belas composições eruditas, na esperança de que a princesa acordasse e por eles se apaixonasse.
Quando meu avô me contou essa história, com certo descaso, ele me disse:
- Ozzy Osborne, naquele castelo dorme uma bela princesa, que está sobre uma maldição. Vários príncipes já tentaram acordá-la, mas nada conseguiram até hoje.
- Eu vou acordar a Janis Joplin! E não vou sozinho, vou levar a Black Sabath comigo!
Meu avô tentou me impedir, mas eu estava decidido a acordar a princesa Janis Joplin ao som da minha banda, a Black Sabath e assim eu fiz. Logo ao entrar no castelo, ligamos todos os instrumentos e tocamos Paranóid ( um de nossos maiores sucessos), e no terceiro acorde, a princesa abriu os olhos, tomou meu microfone, seguindo cantando a música até o final. Com o som da sua bela voz rouca, a corte foi acordando, um a um, todos se puseram em pé, sacudindo a cabeça ao som do rock estridente que ecoava por todos os cantos do castelo. Depois disso, chamei a Janis para morar comigo e fazer parte da minha banda, a Black Sabath. Então saímos em turnê pelo reino numa Mercedes Bens, e até hoje no reino, ouve-se muito rock ‘n roll.
Postado por Dark Side Girl.

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